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Regiões produtoras de café no Brasil

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Regiões produtoras de café no Brasil

Mensagem por Dr Café em Sex Fev 15, 2013 8:43 pm

Regiões produtoras
O Brasil é rico em variedade de cafés, graças ao cultivo distribuído ao longo de todo o país. A área disponibilizada pelo cultivo é de 2,4 milhões de hectares, sendo 74% deles ocupado pela variedade arábica.

As principais regiões produtoras de café no país são: Mogiana Paulista (Nordeste de São Paulo), Sul de Minas, Cerrado de Minas, Matas de Minas, Bahia, Paraná, Espírito Santo e Rondônia. Somente o estado de Minas Gerais é responsável por 53% da produção nacional.

Os cafés de grande qualidade concentram-se no Sul de Minas, Cerrado de Minas e Mogiana Paulista – os cafés destas 3 regiões formam um dos mais conhecidos blends nacionais. Segundo a barista Isabela Raposeiras, “é uma combinação que não tem erro”.

Mogiana paulista
Ao Norte do estado de São Paulo, a Mogiana é tradicional no cultivo de café: há mais de de 200 anos. Produtora do arábica, em solo arenoso com altitude entre 900 e 1000 m, é conhecida pelos cafés com bastante corpo e aroma, além de doçura natural.

Sul de Minas
O Sul de Minas é a maior região produtora de café do país, e a fruta, responsável por 70% da renda agrícola da região. Mas somente 15% das propriedades são utilizadas para o cultivo de café. O arábica é plantado numa altitude entre 850 m e 1.250 m e, assim como a Mogiana Paulista, tem bastante corpo e aroma, doçura característica e pouca acidez.

Cerrado de Minas
Com altitudes entre 800 m e 1.000 m, o Cerrado de Minas conta com estações bem definidas, o que favorece o cultivo de cafés equilibrados em corpo e acidez. Com cerca de 4.300 fazendas de café em uma área de 135 mil hectares, a produtividade média é de 24 sacas/hectare.

Matas de Minas
Localizada ao leste no estado de Minas Gerais, possui uma topografia acidentada (de 400 m a 1.100 m de altitude) e grande parte das fazendas encontram-se na faixa de 700 m. A região produz café do tipo arábica e responde por 70% da renda rural. Atualmente, muitos produtores estão investindo no café cultivado em altas altitudes, processando-o da forma correta e ganhando status no mercado de especiais. Segundo Raposeiras, este café “é muito encorpado, muito doce, alguns com acidez acentuada, mas equilibrada. É um café completo, que reúne várias características”.

Bahia
A produção de café é recente, se comparada a outras regiões cafeeiras brasileiras: surgiu na década de 70. Com 103 mil hectares de plantio, a região tem altitude média de 850 m, que garante melhor qualidade de café arábica (a altitude adequada é acima de 800 m). Os invernos secos e a proximidade com o Equador favorecem a produção de cafés aromáticos.

Paraná
A produção de café no Paraná disparou na década de 50 e foi responsável pelo surgimento de cidades como Londrina e Maringá. Dividida entre Arenito Caiuá e Norte Pioneiro, a região conta com altitudes entre 350 e 900 m. Uma prática comum no Paraná é a colheita seletiva: primeiramente, são colhidos somente os frutos maduros e, mais tarde, repete-se a colheita para pegar os novos amadurecidos. Aumenta o custo, mas a qualidade do café é maior.

Espírito Santo
A região cafeeira do Espírito Santo começou com a produção de arábica, mas hoje em dia o robusta é o carro-chefe. Segundo o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (CETCAF), a safra de 2003 rendeu 5.820.000 sacas de robusta e 1.440.000 de arábica. É o segundo maior produtor de café nacional, com cerca de 25% da produção. Os melhores cafés estão na área denominada “cafés de montanhas do Espírito Santo”.

Concurso de especiais
A qualidade dos cafés especiais brasileiros é colocada à prova em um concurso anual, o Cup of Excellence. Organizado pela Alliance for Coffee Excellence, com apoio da BSCA, da Specialty Coffee Association of America (SCAA) e da Speciality Coffee Association of Europe (SCAE), o Cup of Excellence avalia diversos lotes de cafés, que passam por uma análise exclusiva da qualidade, sem que se questione a procedência deles.

Os vencedores são aqueles que obtiverem mais de 80 pontos durante as provas feitas pelos júris nacional e internacional, e ganham acesso ao leilão internacional pela internet. Para se ter uma idéia, no último Cup of Excellence (2003), 973 lotes participaram do concurso e 43 ganharam, sendo que 8 deles conseguiram notas acima de 90 pontos. Em 2003, o campeão do concurso foi o produtor Carlos Sérgio Sanglard (Araponga, Matas de Minas) e seu lote foi leiloado a US$1.342,60 a saca. A empresa japonesa Maruyama Coffee arrematou 39 sacas ao preço de US$ 52.361,45. Para se ter uma idéia da valorização do produto que ganha o concurso, ele pode ter aumento de 1.000%, já que o preço normal da saca de café especial é de US$ 100.

Esse alto valor destinado à compra dos nossos cafés tem explicação. O Brasil conta com uma imensa variedade da frutinha, graças à grande extensão territorial, e oferece cafés beneficiados de várias maneiras. Além disso, investimentos tecnológicos têm contribuído para o aumento da qualidade da produção. Por ser um café forte, o grão brasileiro torna-se quase que indispensável na composição do blend (mistura de diferentes grãos) , pois é responsável pelo corpo da bebida. O espresso da marca italiana Illycaffè, por exemplo, conta com 60% de café brasileiro.

Agora só falta o mercado nacional valorizar nossos cafés de qualidade, principalmente os especiais, e não deixar que todos eles atravessem a fronteira. Nosso paladar agradece!
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